segunda-feira, 18 de julho de 2011

COM A PALAVRA O PILOTO...

Engraçado como a vida anda rápido e o tempo não espera. Não faz muito tempo, lembro de uma conversa entre eu e dois amigos, ainda no primário, no tempo em que andávamos de bicicleta.  Tínhamos o sonho de realizar uma viagem de moto. Durante todo esse tempo este sonho foi construído aos poucos, silenciosamente dentro de mim. E o mais engraçado, para os que não acreditam, é que a vida sempre conspira em favor das pessoas e coisas boas.   Tive a sorte de encontrar neste tempo, não só a pessoa que iria me ajudar a tornar realidade este sonho, mas também o grande amor da minha vida e mãe dos meus filhos. Ela foi não só o grande pilar deste sonho, mas também a engenheira e arquiteta da grande viagem da minha vida.

Uma viagem dessas meus amigos, não se faz somente com uma moto e gasolina no tanque, precisa-se de muito planejamento, determinação, coragem, respeito  e principalmente muita FÉ em DEUS!!! 

Essas são as minhas sinceras palavras de agradecimento a todos que de algum modo me deram suporte e apoio para tornar o meu sonho uma realidade.  Obrigado de todo o meu coração aos meus filhos, que não foram esquecidos em nenhum momento durante toda viagem, à minha família, meus amigos, meus clientes da academia, aos professores da academia, ao grupo Rotas da Liberdade, à Motostreet, à Best Pneus e a todo pessoal da Motosol Kawasaki .

Ricardo Mendes

sábado, 9 de julho de 2011

DE VOLTA!!!!!!!!

Acordamos, tomamos café e arrumamos tudo para sair de Jequié. Pegamos a estrada, o tempo estava meio incerto. Abastecemos em Feira de Santana e seguimos viagem. Ao chegar na entrada de Salvador, uns 15 km mais ou menos, São Pedro nos brindou com um toró de boas-vindas. Chovia que não dava para ver nada. Chega de chuva, paramos num posto de combustível e esperamos a chuva melhorar. Enfim, seguimos viagem e finalmente chegamos.

Foram 9.261 km rodados, estivemos em 14 cidades, 13 hotéis, degustamos 15 garrafas de vinho (Jú e Melo ficaram com duas rolhas)...

... fizemos alguns novos amigos e adquirimos muita experiência. Acima de tudo, aprendemos com o simples.

Àqueles que achavam que não iríamos conseguir, conseguimos.
Àqueles que torceram e viajaram com a gente, MUITO OBRIGADA!

NUMA VIAGEM DESSA NÃO IMPORTA MUITO O DESTINO,
O QUE É VERDADEIRAMENTE  IMPORTANTE É A VIAGEM.

Acompanhem em breve o depoimento do piloto


sexta-feira, 8 de julho de 2011

JEQUIÉ, ACREDITEM!!

Acordamos cedo, preparamos tudo para seguir viagem.

O alforge da moto de Rafa é tipo baú, que é muito simples de colocar e tirar. De quebra tem mais litros que o nosso.

Abastecemos em Salinas e quando chegamos a Cachoeira do Pajeú, Rafa seguiu para Trancoso e nós para Salvador.
Estava tudo saindo como planejado até chegarmos a Jequié. Paramos em frente à Polícia Rodoviária Federal, tinha uma fila gigante de caminhões a nossa frente. Enquanto estávamos parados, conhecemos Umberto TO, um caminhoneiro, ex-vereador do Porto dos Volantes/MG, que estava levando uma carga para Recife com o filho Wagner.


Começamos a conversar sobre as estradas e ele nos mostrou o guia rodoviário quatro rodas, acho que vou comprar um para as próximas viagens, é bem interessante. O filho dele que ser caminhoneiro, mas ele prefere que Wagner estude e se forme.
Esperamos um bom tempo até chegar a notícia de que a paralisação era por conta de uma carreta de álcool que tinha tombado e fechado o tráfego nos dois sentidos desde às cinco horas da manhã.
Resolvemos então ir chegando para frente, para quando reabrisse a estrada. Do local que paramos até o posto de abastecimento foram 4 km de fila, e a fila pra frente era maior ainda. Quando estávamos reabastecendo, a estrada foi reaberta e a loucura começou. Era caminhão, carreta, carro, todo mundo alucinado para andar, e já eram 18:30 min. Na saída de Jequié tem a serra do Mutum, uma serra meio perigosa. Optamos por dormir em Jequié e seguir viagem amanhã. Essa volta tá sendo difícil.
Ricardo ligou para Mário e ele providenciou hotel pra gente, o hotel Itajuba. Chegando ao hotel, Mário ligou para um restaurante e Alex, o filho de Sr. Manoel (dono do restaurante) veio pegar a gente para jantar. Comemos picanha de carne do sol, estava uma delícia. Depois nos trouxeram de volta para o hotel e amanhã, SE DEUS QUISER, nós chegamos a Salvador.


quinta-feira, 7 de julho de 2011

MONTES CLAROS

Acordamos, arrumamos tudo e Ricardo foi com Marcela encontrar Cacá. Fiquei esperando em casa. Eles foram à Motostreet pegar a moto, que finalmente ficou ok. Chegaram em casa, almoçamos e pagamos a estrada para Montes Claros. Andamos bem, queríamos tentar chegar à Salinas, mas na BR 135 estão duplicando algumas pontes, e isso atrasou a gente um monte.

Ficamos presos numa parada por mais de uma hora. Nessa parada, conhecemos Rafael (ele é de Londrina, mas mora no Rio de Janeiro). Rafa está viajando sozinho, está indo para Trancoso reatar com a ex-namorada.  Seguimos juntos da parada até Montes Claros. Lá, nós ficamos no hotel Monte Rey. Colocamos a bagagem no quarto e fomos jantar no Chimarrão, uma churrascaria bem gostosinha. Comi um monte de torresmo, já estou enjoada.

Conversamos bastante, Rafa é gente boa. Voltamos para o hotel e amanhã seguimos viagem juntos até Cachoeira do Pajeú, de lá nós seguimos para Salvador e Rafa para Trancoso.
São 967 km de Montes Claros até nossa casa, mas a saudade é maior que a distância.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

BH "O RETORNO"

Saímos cedo de Sampa, meu Tio acompanhou os preparativos da saída. O dia estava meio nublado. A viagem foi ótima, fez sol na estrada e nós chegamos a BH com 32°!!!!!!!!!!!!!!!!!! A D O R O!!!!!!

Fomos direto para Clínica de Cacá, dessa vez o GPS funcionou perfeito. Chegando lá, desmontamos a bagagem e fomos à Moto Street ver a viseira do meu capacete e o pneu da moto. Não encontramos viseira para meu capacete, vou ter que voltar como está... tudo bem! E a moto ficou lá para fazer a troca do pneu dianteiro e  trocar a pastilha de freio traseira. Eles explicaram que muita chuva come a pastilha mais rápido. Tudo isso que vai ser feito na moto significa mais atraso na viagem. Eles prometeram entregar a moto amanhã lá pelo meio-dia... não tou botando fé. Mas é uma questão de segurança, não dá pra não esperar.

Viemos para a casa de Cacá e Edna. Ficamos conversando, Karla chegou, mas Eduardo está viajando. Não encontramos com Má, provavelmente a gente se vê amanhã.

Quanto mais fica perto de casa, mais difícil fica controlar a  vontade de chegar logo. A moto está voltando a ficar pesada.

Espero que amanhã a gente possa adiantar pelo menos um pouco a viagem de volta.

terça-feira, 5 de julho de 2011

SAMPA AGAIN

Acordamos, temperatura de 2° em Curitiba. Tomamos café da manhã e pegamos a estrada. O dia estava nublado quando saímos de lá, mas no caminho o sol apareceu.... que maravilha..... o sol!!!

A viagem foi ótima, optamos por não descer a serra da Régis Bittencourt, voltamos pela Padre Manoel da Nóbrega e Imigrantes. Chegamos cedo a São Paulo. Comemos um japonês no posto quando fomos abastecer e viemos para casa de Tio Boinho e Nenel. Quando chegamos, Serra, Jú e Léo desceram para nos receber na garagem.



Subimos, tomamos um banho e fomos ao Shopping Anália Franco, eu, Ricardo, Jú e Léo. Depois voltamos em casa para deixar o Léo e fomos jantar num japonês na Paes de Barros, não sei o nome do restaurante. Eu, Ricardo e Jú, lá nós encontramos Serra, Má, Rô e Felipe. Conversamos, jantamos e voltamos para casa. Adivinha quem ainda estava acordado...


Aqui nós ficamos conversando com meu Tio e Nenel.



Arrumei tudo e vou dormir.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

CURITIBA

Acordamos e o sol estava lindo, mas a temperatura era de 2°....'tudo bem!'

Logo cedo fomos ao correio despachar as últimas roupas sujas, ficamos somente com o essencial. Dessa vez foram 7.700 kg.

Como é aqui ao lado do hotel, fomos andar na Rua das Flores. Isso aqui na primavera deve ser muito lindo.

Conheci o Bonde da Leitura, uma biblioteca municipal dentro de um antigo bonde, na Rua das Flores. Você pode pegar um livro e levar para ler em casa, como uma biblioteca qualquer, ou ficar lendo ali mesmo dentro do bonde, no meio da rua.

Depois pegamos um taxi e fomos conhecer a Ópera de Arame, muito lindo! Deve ser fantástico assistir qualquer apresentação naquele lugar. O lugar em si já é um espetáculo.

                                                 
Na Ópera de Arame conhecemos um casal bem legal, Cristiane (paulista) e Wladimir (carioca).
De lá,  nós quatro fomos para Santa Felicidade, bairro típico  aqui de Curitiba, e almoçamos no Madalosso (maior restaurante da américa latina). A comida não me agradou muito, mas o lambrusco estava muito bom. Segundo Cris, eu estava me 'lambruscando', gostei.

Tentamos visitar a torre panorâmica da OI, mas para variar estava fechada. Aqui, quase nada funciona na segunda-feira. É difícil ser turista na segunda-feira em Curitiba. Seguimos então para o Largo da Ordem de São Francisco, onde está o Relógio de Flores. O lugar está meio underground, não tivemos nem coragem de tirar fotos. De lá, voltamos andando pela Rua das Flores e viemos para o hotel. Consegui ir ao salão fazer as unhas.... aí que delícia.

Estamos no Hotel Del Rey. Eles aqui têm problemas com os aquecedores. Estávamos numa suíte, mas era muito fria. Pedimos para trocar para um quarto menor e, acreditem, ainda está muito frio aqui dentro.

Arrumamos tudo e amanhã seguimos viagem para São Paulo.

domingo, 3 de julho de 2011

ESPERANÇA

Esperança foi o que me faltou hoje pela manhã.

Acordei e o tempo ainda estava péssimo. Tomamos café da manhã e descobri que Guarapuava fica a 1.100 metros de altitude e que aquela é a região mais fria do Paraná (sem comentários).

Estávamos naquela situação de que se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Nossas roupas não estavam totalmente secas, o frio lá fora era insuportável, chovia e parava, o que fazer? Tínhamos duas opções. Uma era ficar mais um dia em Guarapuava. Não me agradava muito essa ideia, eu quero ir chegando para perto de casa. A outra opção era seguir viagem para Curitiba, afinal eram "só" 250 km. Optamos por vir para Curitiba. Mesmo sendo menos pior do que eu imaginava, foi um trecho bastante difícil,  pegamos chuva em parte da estrada e chegamos aqui molhados e a temperatura era de 12°.  

Muitas vezes a esperança é o único sentimento que nos move...

Chegamos aqui e... acreditem, não encontramos uma lavanderia que lavasse e, principalmente, secasse a nossa roupa para nos entregar amanhã pela manhã. Como não dá mais para viajar com roupas úmidas, resolvemos ficar mais um dia aqui em Curitiba e resolver essa situação de uma vez. Agora já são dois dias de atraso na viagem.

Bem, como eu precisava de roupas secas, a única solução foi ir ao Shopping Curitiba fazer compras. Aproveitamos e jantamos no Outback. O Shopping Curitiba fica num antigo quartel militar, interessante.

Vamos aproveitar amanhã e dar uma volta na cidade.


sábado, 2 de julho de 2011

GUARAPUAVA, MUDANÇA DE PLANOS...

Pois é galera, o mau tempo não permitiu que a gente chegasse até Curitiba. A forte neblina, a chuva e frio foram maiores e tivemos que parar numa cidade a 250 km do nosso destino.

Já saímos de Foz com chuva, foi chuva o tempo todo e hoje está fazendo frio. Andamos 380 km, mas não deu mais. Estamos em Guarapuava, no Grande Hotel, bem gostosinho, esperando o tempo dar uma trégua para ver o que fazer amanhã.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

FOZ DO IGUAÇU

Acordamos e a chuva deu um pequeno descanso. Tomamos café da manhã (fraquinho) e contratamos um guia para nos levar ao Parque Nacional do Iguaçu.



Cataratas do Iguaçu, um espetáculo da natureza!!!!




Não conseguimos fotografar no mirante da Garganta do Diabo, molha tudo. Não sei por que um lugar como aquele tem esse nome, deveria ter outro nome, é grandioso demais. Fiquei encantada com a beleza da natureza e com a organização do Parque. Nacional.

Quando terminamos o passeio, ainda dentro do Parque, nos encontramos com um bando de quatis, eles são fofos.



Em seguida, fomos a Ciudad del Este, no Paraguai. A Ponte da Amizade parece um formigueiro, só vendo para entender. Os motoboys andam numa velocidade de louco, um atrás do outro, é muito doido.

                                       

Serra, "o cara", falou que só podíamos comprar na Casa China, então fomos direto para lá. O engraçado é que mesmo estando no Paraguai os preços são dados em dólar ou real. Eles nem falam no guarani, a moeda local.

Wagner, nosso guia, nos levou ao supermercado para comprar sacos e papel filme, vamos ensacar tudo para a viagem de amanhã.

Agora à noite jantamos na Cantina 4 Sorelle, achei mais ou menos.

Amanhã vamos para Curitiba.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

FOZ DO IGUAÇU

Saímos de Uruguaiana e o tempo não estava muito bom. Entramos outra vez na Argentina, a mesma burocracia de ontem. Voltamos para a RN14, dessa vez um trecho já pronto. A distância desse percurso pelas estradas argentinas é metade da distância das estradas brasileira. O problema agora foi a chuva. Pegamos um temporal na estrada, e o pior é que foi num pedaço que não tinha onde parar. Chuva forte, vento, neblina, foi difícil, em alguns momentos achei que deveríamos ficar em algum lugar, mas estávamos em outro país, outra língua etc.. Por sorte o temporal passou e ficou só a chuva.

Chegamos a Foz do Iguaçu já ao anoitecer. Aduana argentina para carimbar a saída e, na Polícia Federal dessa fronteira, registrar a entrada no Brasil. Em Uruguaiana não tem posto da Polícia Federal, não registramos nossa entrada no Brasil quando chegamos lá.

Chegamos ao hotel ensopados, a capa do alforge estava cheia de água. Estamos no Best Western Tarobá Express Hotel, não gostamos muito da recepção, acho que não vou gostar deste hotel.

Limpar a sujeira toda, colocar coisas para secar, é uma trabalheira quando chove. Banho quente, muuuuito quente. Meus joelhos estão doendo muito,  o contato deles com a proteção da calça acabou machucando.

Ricardo foi jantar no restaurante lá embaixo, ele trouxe um sanduiche para mim aqui no quarto. Estou com muito frio, acho que ainda é por conta de toda a chuva que enfrentamos. Amanhã vou estar bem.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

URUGUAIANA

Saímos de Buenos Aires às 8:50 min com a temperatura de 5°, mas dessa vez eu estava bem agasalhada. Na saída do hotel teve um petit comité dos baianos que também  estavam hospedados lá.

Buenos Aires e muito bem sinalizada e fácil de andar, pegamos as estradas que estavam indicadas no mapa sem muitos problemas. Erramos na hora de trocar da RN6 para a RN12 e acabamos entrando em Zárate. Mas nada acontece por acaso... Pedimos informação a um senhor e ele nos explicou que tínhamos errado na 'rotunda' (acho esse nome lindo). Como informação adicional, ele disse para ficarmos atentos ao limite de velocidade, porque a polícia daquela região gostava muito de "inventar" multas, principalmente na RN14.

Seguimos viagem e assim que entramos na RN14 nos pararam, pediram a documentação da moto e de Ricardo e perguntaram para onde estávamos indo. Tudo certo, nos desejaram boa viagem. Quando passamos na Policia de Entre Rios, nas imediações de Gualeguaychú, mandaram parar outra vez  Só que dessa vez tinha que conversar com eles dentro do trailer. Lá dentro eles perguntaram por que Ricardo tinha parado antes da blitz. Ricardo explicou que tinha confundido o caminho. Aí o policial disse que ia multar Ricardo porque ele andou a 95 km/h numa área em que a velocidade máxima permitida era 60 km/h.  Sabe Deus como, Ricardo falou que estava atento à velocidade e não tinha ultrapassado nenhum limite. O policial (safado) disse que a multa era de 500 pesos ou então 200 reais. Ricardo, já sabendo da fama dessa polícia, disse que não viajava com dinheiro. O policial então disse que se ele não pagasse a multa ali, pagaria na fronteira, e pagaria 120 pesos a mais. Então, disse que pagaria na fronteira. Seguimos viagem.

Depois falam das nossas estradas, boa parte da RN 14 está sendo reformada, parece mais é que está sendo construída. A viagem atrasou demais, trechos enormes reformando. Foi muito cansativo, chegamos a Uruguaiana já anoitecendo. Passamos na aduana argentina, fizemos todo o trâmite de saída do país e ninguém falou nada de multa. Portanto, não é folclore quando falam dessa polícia argentina, aconteceu com a gente.

Atravessamos a Ponte Internacional Getúlio Vargas-Agustin Pedro Justo é VIVA O BRASIL!É  bom voltar para casa e ouvir o português (e olha que foram poucos dias fora).

Ficamos no Hotel Glória, um hotel bem aconchegante, fomos muito bem recebidos. Jantamos no restaurante do hotel, tomamos um vinho para relaxar.



Amanhã seguimos para Foz do Iguaçu.

terça-feira, 28 de junho de 2011

BUENOS AIRES

Acordamos cedo e nos arrumamos para fazer um city tour. Conhecemos vários pontos turísticos da cidade.


Ao conhecer a Casa Rosada, Ricardo finalmente se sentiu em Buenos Aires.



Já eu, quando conheci o Caminito.

Aprendemos rapidinho a dançar o tango, confiram.


Como fica claro que o brasileiro não tem memória. Qualquer lugar aqui eles têm uma história para contar.

Voltamos para o hotel e "o cara" (um mensageiro do hotel) passou para Ricardo o endereço de uma oficina que vende peças originais Kawasaki e faz o serviço que Ricardo estava querendo. A oficina fica em Palermo. Mapa na mão, encontramos a loja sem problemas. lá tinha o óleo e o filtro de óleo que precisavam ser trocados. O cara entende mesmo do assunto, segundo Ricardo.


Enquanto o serviço era feito na moto, descobri do outro lado da rua uma 'peluqueria'. Descobri rapidinho o significado da palavra e fui lavar o cabelo e me fazer um mimo. No solar em que está a peluqueria, viveu o escritor  Jorge Luis Borges.


Voltamos para o hotel, passeamos mais um pouco e fomos jantar no Boccorio, típica cantina italiana, aqui no micro centro mesmo. Muito gostoso.

                                                                      
 Amanhã começa a viagem de volta...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

BUENOS AIRES

Sabe aqueles dias em que quase nada dá certo? Pois é, acordamos e o combinado era levar a moto pra fazer a revisão. Duduzinho organizou o mapa, era aqui ao lado, beleza... Só que a rua que a Kawasaki "ficava" era no Uruguai... 'tudo bem!' Ricardo virou pra cá, mexeu pra lá e descobriu outra concessionária, que fica fora de Buenos Aires DF. Desenharam no mapa o caminho, tranquilo, pegamos a moto e fomos. Agora tudo ia dar certo, "- Cacá falou com essa concessionária, agendou o serviço, agora não vai mais ter erro". Chegamos lá e....  eles não fazem esse tipo de serviço.

Eu nem queria matar Ricardo, acreditem. Voltamos para o hotel e fomos tentar salvar o dia.

Hoje é aniversário de minha amiga Déa (também conhecida como Negra Flor). Parabéns amiga, quando eu chegar aí a gente comemora.

Fizemos o chamado city tour de compras, mas não gostamos muito.

Andamos pelo micro centro, fomos a 9 de julho 


tiramos foto no obelisco, andamos pela Av. Córdova, Av. Corrientes, Rua Florida e fomos à Galeria Pacífico, muito bonita, austera, gostamos bastante.


À noite, Ricardo entendeu que queria comer um rodízio igual ao nosso do Brasil. Ele tomou todas as informações e fomos para Puerto Madero, restaurante Brasas Argentinas

                                                                       


Para terminar o dia como começou, não gostei do restaurante, Ricardo disse que gostou. Voltamos para o hotel, amanhã é outro dia.

domingo, 26 de junho de 2011

CHEGAMOS!!!!!!!!!

O título desta postagem também poderia ser NOSSO PRIMEIRO CONTRATEMPO.

Acordamos e o tempo estava nublado, uma pequena garoa e aquele vento insuportável. O nosso barco estava marcado para sair às 12:01h, portanto teríamos que estar no porto às 11:00h. Como esta é uma viagem que se chama precaução, chegamos ao porto às 10:20h. Assim que chegamos, nos informaram que devido a tormenta estavam suspensos todos os embarques no Porto de Montevideo. O que fazer? Fui ao check in da Buquebus, uma das empresas que faz a travessia Montevideo/Buenos Aires, e num bom portunhol conversei com a atendente. Ela me explicou que poderíamos remarcar a viagem (não dava pra gente) ou poderíamos ir até Colonia del Sacramento, cidade que fica a 180 km de Montevideo, e pegar o barco no porto de lá. Ela informou que o barco sairia de lá às 14:15 min, tempo suficiente para nós chegarmos, o problema era: E O FRIO??? A solução foi não pensar, fiz a troca das passagens, pegamos a moto e encontramos um bom hermano que nos guiou até a Rn1, estrada que nos levou até Colonial del Sacramento. Antes de sair do hotel, mandamos mensagem pra Soraya, hoje é aniversário dela. Parabéns!

Vocês já devem estar cansados de eu reclamar o tempo todo do frio, mas vou falar uma coisa, É MUUUITO FRIO NA ESTRADA!! A única coisa que me fez suportar o frio nesse trecho da viagem foi a necessidade de chegar. Logo que saímos de Montevideo o céu foi ficando claro, o sol apareceu, mas o frio e o vento eram os mesmos. As vezes a única explicação para uma atitude nossa é a necessidade de tomar essa atitude.

Chegamos ao Porto de Colonia bem a tempo. Eu estava quase congelando, pior foi Ricardo que só tinha colocado a roupa térmica, não tinha colocado nenhum agasalho por cima. Entramos no embarque de veículos, passamos pela imigração e ficamos aguardando na sala de embarque (logo em seguida voltei a sentir os dedos dos pés). Eram 14:10h e eles chamaram os condutores de veículos para embarcar, detalhe, só os condutores, eu fiquei para embarcar com os pedestres. Embarcamos no Buquebus Juan Patricio, que faz a viagem entre Colonia e Buenos Aires em uma hora. Muito bonito, muita gente, freeshop aberto... a viagem passou rapidinho. Chegamos aqui, passamos pela aduana argentina, no porto mesmo, tudo ok.



Viemos para o hotel. À noite, Puerto Madero, jantar no Cabañas Las Lilas, só vindo aqui pra saber. Puerto Madero é lindo demais. 




Para não perder o hábito.....friooooo. 


DETALHES TÉCNICOS:
Não contávamos com detalhes técnicos hoje, mas as coisas mudaram. Andamos só na RN1. Pela primeira vez passamos por um trecho em obras, nada demais. O vento era grande, mas a moto se comportou bem.

sábado, 25 de junho de 2011

MONTEVIDEO

Acordamos, arrumamos as coisas e antes de pegar a estrada, passamos na Buquebus, agência que vende as passagens para o barco que faz a travessia Montevideo/Buenos Aires. Compramos as passagens, caras... mas já sabíamos disso. Embarcamos amanhã às 12:01h.

Pegamos a estrada, a RN1. Nem preciso comentar que a estrada é muito boa. O percurso foi super pequeno, mas o frio estava firme e forte. Hoje eu fui mais esperta, coloquei uma segunda pele e meia calça de lã, depois coloquei a calça e camisa térmica, depois coloquei uma blusa de lã, casaco e calça de viagem. Acreditem, fez frio. Ah! coloquei também meias de lã. O que eu ainda não consegui descobrir foi como esquentar as mãos. Luvas de látex serviram para usar em cima das luvas com pele de carneiro só até o Chuí. Não sei mais o que fazer, hoje comprei uma luva de couro com pele de carneiro dentro, mas sei que não vai dar resultado. Se alguém puder me ajudar...

Chegamos a Montevideo, decidimos não sair para conhecer nada, fomos almoçar no Mercado del Puerto, parece que a cidade toda estava lá. Almoçamos no Cabañas Veronica, estava uma delícia.

Voltamos para o hotel e ficamos por aqui. Ricardo dormindo e eu no computador. Ainda bem que meu braço melhorou consideravelmente. Lá fora está 9°.


DETALHES TÉCNICOS:
Andamos 140 km, menor trecho da viagem. Andamos só pela RN 1, estrada maravilhosa. Abastecemos só na saída de Punta del Este.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

HOLA, ¿QUÉ TAL?

O dia amanheceu bonito, mas um frio insuportável. Enquanto eu tomava café da manhã, Ricardo foi despachar mais um tanto de roupas sujas e coisinhas que não estamos usando. Arrumamos tudo e seguimos viagem. Logo que saímos do hotel, tivemos que parar na aduana uruguaia. Preenchemos e apresentamos a documentação necessária. Nada muito complicado e nem demorado

Ricardo

Jackie

Finalmente, pegamos a RN 9, a estrada que nos trouxe a Punta del Este. A estrada é ótima, paisagem bem diferente. Em certa altura do caminho, a estrada fica muito larga, mas permanece a sinalização de duas pistas apenas. Vi uma placa que dizia em espanhol (claro): trecho para pouso de emergência, proibido parar... não entendi nada.

Nunca senti tanto frio na vida, não sei como aguentei fazer esse trecho da viagem. Doía o osso. Quando completou 130 km, Ricardo parou para abastecer e para a gente tomar um café para esquentar. Foi brabo. Ainda bem que estava um dia lindo e que o percurso foi pequeno.

Chegamos a Punta del Este, entramos pela Barra, que é uma gracinha.  Deixamos as coisas no hotel e fomos passear um pouco. A cidade é uma graça. Fomos ver "A Mão do Afogado", famosa escultura na Playa Brava.

Eu

Ricardo

Passeamos pela Avenida Juan Golero, onde as coisas acontecem.... E conhecemos o Porto, outro point da cidade.



No Porto tomamos um vinho à beira mar, enquanto tinha sol,



E jantamos na parte de dentro do restaurante El Secreto. Comi um nhoque com jamón e amêndoas assadas, estava quentinho, impagável.


Voltamos para o hotel de taxi, meu ombro esquerdo está doendo muito. Acho que com o frio de ontem, acabei tendo uma contratura no ombro esquerdo, Ricardo fez uns alongamentos e vou tomar um anti-inflamatório.

O vento gelado daqui tira a coragem.


DETALHES TÉCNICOS:
Andamos 233 km, mas foi como se tivesse sido o maior percurso, foi de longe o mais difícil. Andamos por uma única estrada, a RN 9. A estrada é ótima. Abastecemos com 130 km só por segurança.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O CHUÍ EXISTE!!!!


Até hoje eu achava que o Chuí era só mais um ponto geográfico que os professores de geografia obrigavam a gente gravar....


A viagem de Gramado até aqui foi ótima, as estradas estão muito boas, poucos caminhões. Aqui também moto não paga pedágio. Quando pegamos a BR 471, logo depois de Pelotas, encaramos 200 km de reta, podem acreditar, é uma reta só, esqueceram de fazer uma curva sequer. O vento é cortante e o frio de fazer perder a esperança. A estrada passa entre a Lagoa Mirim e outra lagoa que não consegui ver o nome. Para vocês terem ideia, o vento era tanto que conseguiu jogar do outro lado da pista a pochete que a gente traz com grana para lanche e pedágio, mapa da rota que estamos fazendo e outras bobagens. A sorte da gente foi que soltou a viseira do meu capacete, que começou a dar problema em Floripa, e nós tivemos que parar para eu consertar. Assim que percebi que a pochete tinha caído, Ricardo voltou com a moto e achou-a do outro lado da pista (ela não caiu, ela voou).

Finalmente chegamos, abastecemos e no posto de combustível nos indicaram o Bertelli Chuí Hotel como o melhor hotel da região. Tiramos os alforges da moto, pegamos um taxi e fomos jantar. Os taxis daqui não têm taxímetro, o preço é combinado.  Pedimos ao taxista que nos levasse para uma boa churrascaria. Aí ele perguntou se nós queríamos no Brasil ou no Uruguai. Como estávamos muito cansados, dissemos que podia ser no Brasil mesmo. Aí ele falou: “É que o Uruguai é do outro lado da rua”. Não dá pra acreditar, uma rua que de um lado é Brasil e do outro é outro país. Deve ser bem complicado viver num lugar assim. Jantamos no Las Leñas, no Uruguai. Parrillada, tou fora. Tá muito frio aqui, o vento é insuportável está 7° lá fora.

DETALHES TÉCNICOS:

Hoje andamos 639 km. Saímos de Gramado pela RS 115, estrada boa, descida da serra bem tranquila. Em Novo Hamburgo pegamos a BR 116, em muito bom estado. Depois pegamos a BR 392 e em seguida, logo após Pelotas, onde abastecemos, pegamos a BR 471. O primeiro posto na BR 471, depois de Pelotas, fica a 100km.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

AINDA EM GRAMADO

O dia amanhece lindo, o sol brilhando e o frio mais frio. Tomamos o café da manhã e partimos para os passeios.

                                                              Aldeia do Papai Noel


"Não importa como você se sente hoje. Vibre. Exponha seus sentimentos".
                                           Mensagem que Papai Noel deixou para mim.


                                                                          Lago Negro

no pedalinho





Parque do Caracol

Cascata do Caracol


Vitivinícola Jolimont 



degustação


Almoço, O Irlandês


Voltamos para o hotel, devolvemos o carro que alugamos e arrumamos a bagagem. Amanhã voltamos para a estrada.


Ah! hoje despachamos a primeira caixa com roupas sujas. A viagem começou a ficar mais leve...