domingo, 7 de julho de 2013

CUSCO - VIA ANDEAN EXPLORE

28/06/2013

Como de praxe nesta viagem, acordamos cedo, tomamos café, hoje sem os americanos por perto, e pegamos um taxi para a estação ferroviária da Perurail. Estava muito frio hoje pela manhã, mas eu estava muito bem agasalhada. 

Antes da partida

No horário previsto, o trem Andean Explore partiu de Puno rumo a Cusco.  Foram dez horas de viagem, mas a Perurail preparou várias atrações e eventos para passar o tempo. Confesso que não senti o tempo passar, o interior do trem, por si só, é muito bonito.

Este é o vagão dos passageiros.

O vagão bar.

E o vagão observatório.

Depois de um almoço muito gostoso,

 tivemos uma degustação de pisco sauer (versão peruana).

Assistimos a uma apresentação de música e dança típica peruana. 

Passamos por lindas e  diferentes paisagens.

Tivemos também um pequeno desfile de moda, roupas de lã; um happy hour e no final do dia foi servido um chá, com direito a coquetel de champagne, que estava impagável.

Chegamos a Cusco e viemos direto para o hotel, não tenho forças para mais nada. 






sábado, 6 de julho de 2013

LAGO TITICACA

27/06/2013

Acordamos cedo, descemos para o café da manhã e achei que estavamos no país errado!!!! Nunca vi tanto americano junto!!! Uma verdadeira invasão americana à Puno. 

Aqui em cima faz mais frio do que em Cusco e a altitude também cobra seu preço. Compramos o passeio ao lago no hotel mesmo, tem horas que é melhor não inventar. A agência veio nos buscar e fomos para o porto pegar o barco rumo às ilhas flutuantes do Lago Titicaca.

O céu azul e o frio intenso. 

Uma das maiores atrações do Lago Titicaca são as pequenas ilhas flutuantes, que são habitadas pela tribo dos Uros. Visitamos a ilha Tata Quile, onde moram três famílias. O presidente da ilha (cada ilha tem seu presidente) nos falou um pouco como são construídas as ilhas e como é a rotina deles. 

O presidente da ilha. 

Apesar de achar tudo extremamente exótico, fiquei com uma sensação de muita exploração desse povo. É como se diariamente, para sobreviver,  eles tivessem que se apresentar aos turistas. Posso até estar falando besteira, mas fiquei com uma sensação estranha. É quase como nossos índios no Brasil 

Na ilha Tata Quile. 

Preparados para o  passeio de totora, embarcação típica.

Passeando no Lago. 

Depois de nos explicarem como são feitas as ilhas, as casas, como é a rotina deles e depois de nos oferecerem todos os tipos de badulaques que não vamos usar nunca, eles nos levaram de totora até uma outra ilha, uma ilha restaurante. Ficamos um pouco por lá e voltamos no barco da agência de turismo até Puno.  

Uma outra ilha no caminho.

Quando chegamos ao porto, pedimos à agência que nos deixassem no centro histórico de Puno. 

Lá nós conhecemos a Plaza de Armas (em cada cidade tem uma). 

A Catedral. 

E fomos almoçar no La Casona Restaurant, na Calle Lima, acho que a rua mais tradicional de Puno. Apesar do almoço estar ótimo, nem consegui comer direito, eu precisava ficar deitada quietinha na minha cama. Voltamos para o hotel e eu aproveitei o resto do dia para publicar as postagens do blog que estavam atrasadas. Não consegui comer mais nada.

Vista do quarto do hotel...




sexta-feira, 5 de julho de 2013

PUNO - 3827 METROS ACIMA DO NÍVEL DO MAR

26/06/2013

Acordamos bem cedo, o frio estava insuportável. Tomamos café e fomos de taxi para o terminal da Inka Express, agência que nos trouxe em excursão até Puno. Adorei o passeio, passamos por lugares muito interessantes.

A primeira parada foi na Igreja São Pedro Apóstolo de Andahuaylillas, que é conhecida como a Capela Sistina da América,  uma igreja no estilo barroco andino com belas pinturas no teto e alguma riqueza, mas que está sendo restaurada para a grande festa do dia 29/06.

Aqui também é proibido fotografar o interior da Capela.

Ao lado da Capela, visitamos um museu onde ouvimos um pouco sobre as deformações cranianas feitas pelos Incas. Eles acreditavam que o formato de cone na cabeça os deixava mais inteligentes. Independente de qualquer coisa, me pergunto como eles conseguiam fazer cirurgias tão avançadas... 

Prima, é conversa pra muito tempo.

Seguimos viagem passando ao longo do rio Vilcanota (Urubamba) e paramos para visitar  Raqchi, um sítio arqueológico Inca que tem como principal edificação o Templo de Wiracocha.
Como resistem aos terremotos????

É impressionante o sistema de irrigação para agricultura usado pelos Incas.

Espécie de silos onde eles guardavam os grãos. 


Em seguida, parada para um tradicional almoço andino. Acreditem, gostei muito da comida.
Dividimos a mesa com outro casal brasileiro.

Na parada para o almoço.

Saímos do almoço e fomos ao Centro Artesanal Abra La Raya, que fica a 4335 metros acima do nível do mar.
Frio de matar...

Em seguida fomos visitar um museu que fala sobre a civilização Pukara, anterior aos Incas.
Onde tudo começou?

Chegamos a Puno e viemos direto para o hotel. 
As boas vindas do hotel, chocolate. Tudo que eu precisava.

Jantamos no hotel mesmo e já comecei a sentir os efeitos da altitude, até escovar os dentes cansa. O visual do quarto é magnífico, podemos ver toda a cidade de Puno iluminada ao fundo. Amanhã veremos o Lago Titicaca. 

CUSCO - CONHECENDO A CIDADE

25/06/2013

Depois de uma renovadora noite de sono, arrumamos a bagunça que estava no quarto e descemos para um merecido café da manhã. Encontramos o paulista que estava no oxigênio ontem e ele nos apresentou sua esposa. Como brasileiro conversa muito, no café da manhã mesmo nós conhecemos outro casal brasileiro, muito simpáticos, Nicolas e Raquel, eles nos deram dicas interessantes.

Saímos para conhecer o centro histórico, rodar um pouco sem destino pela cidade. Antes disso, fomos comprar os ingressos de entrada em Machu Picchu, no INC (instituto nacional de cultura). Compramos entrada para a cidade e para a montanha Machu Picchu... será????

Bem, voltamos para o centro histórico e fomos a uma agência do governo comprar os passeios turísticos. Ontem foi a festa tradicional de Cusco, o Inti Raymi, a festa do Sol, e se tudo tivesse corrido como o esperado, teríamos participado da festa, mas não era para ser... Ainda assim, pudemos ver algumas manifestações populares na cidade.

No centro histórico de Cusco

Cambiamos mais soles, compramos os passeios e continuamos a rodar na cidade. 

Com o filhote de alpaca ou lhama

Tirar foto com o bichinho já me deixou meio em dúvida, afinal é uma forma de exploração animal, mas entendi que é folclórico... Mas me entristeceu muito ver uma mãe vestida em trajes peruanos, carregando um bebê nas costas, cobrando para fazer fotografia com os turistas. Posso imaginar as dificuldades que este povo passa, mas foi difícil. Alguns vão pensar: nós temos tantas crianças abandonadas no Brasil... também me comove essa situação, mas eu acho que a fantasia mexeu demais comigo.  

Fomos a vários pontos turísticos, vai ser difícil descrever um a um. Acho melhor deixar as fotografias falarem um pouco.

Plaza de Armas

Foto tirada do pátio da Catedral

Catedral Basílica 

Às 13:30h, começamos o city tour pela belíssima Catedral Basílica de Cusco.  Ela tem três naves e  doze capelas em seu interior, e é muito rica em imagens, quadros, ouro e prata, pena que o atual cardeal proibiu fotografar dentro dela. O  tamanho da Catedral é colossal e a riqueza de detalhes impressiona e nos faz sentir o massacre dos espanhóis sobre o povo inca. As pedras usadas para a construção da Catedral foram retirada de um outro templo inca... não me dei com isso. A escultura que mais me impressionou foi o Cristo negro, ele é o Senhor dos Terremotos. Tem muita coisa para ver e muitas histórias interessantes para ouvir sobre a Catedral.

Seguimos andando até um dos templos inca mais importante, o Templo do Sol, Ccoricancha, que foi construído pelo imperador inca Pachacuti, e é feito de pedras polidas e encaixadas perfeitamente. Este local servia para cerimônias e estudos de astronomia e matemática. Muito lindo!!! Ccoricancha era um centro religioso, geográfico e político.

Mais uma vez, pudemos sentir a prepotência espanhola. A igreja de Santo Domingos foi construída em cima do templo do Deus Sol. Só restou uma parede do templo original.
Parede original do templo do Sol

Em Ccoricancha nos pudemos visitar também o templo da Lua, que era considerada a esposa do sol. Metade deste templo foi demolida para a construção da nave da igreja. Vimos também o templo das Estrelas, que fica perto do templo da Lua, e, por fim, vimos o templo do Arco-íris, que teve boa parte demolida para a construção dos edifícios do Convento dos Dominicos. Imagino como era no tempo dos incas, devia ser realmente uma coisa de outro mundo.

Foto pátio central

Sei que deve ser um efeito fotográfico, mas dá para pensar um monte de coisas...

As fotos mais bonitas foram feitas do lado de fora de Ccoricancha.


Embarcamos em um ônibus e fomos para outro templo, o Saqsaywaman, onde é realizada a festa Inti Raymi.


Ainda na Catedral, conhecemos um casal brasileiro muito legal, Eduardo e Viviane, eles são de Floripa.

Tradicionais fotos com lhamas ou alpacas, não consigo ver diferença entre os dois. 

Muito impressionante!!!

Em seguida nós fomos conhecer mais dois templos. O primeiro nós acompanhamos o guia, mas não vi nada de mais. O segundo, nós quatro ficamos no ônibus, estava muito frio, já estava escurecendo e a altitude desanima longas caminhadas.

Parada para compra de roupas de frio. Lhamas, alpacas, baby alpacas, vicunhas, é muito tipo de lã. Nada atrativo para nós.
Tirando onda....

No fim do dia, olha a Ricardo tirando onda.

Jantamos no hotel junto com Nicolas e Raquel, o casal que conhecemos pela manhã. Hoje é a última noite deles em Cusco, amanhã eles voltam para o Rio de Janeiro, onde eles têm uma reserva ecológica, a REGUA (Reserva Ecológica de Guapiaçu). 

Nicolas e Raquel